O Maior Pós Pelé?!
- Marco Junior
- 1 de nov. de 2023
- 4 min de leitura
No dia 19 de Novembro de 1969, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, marcava o seu milésimo gol como jogador de futebol profissional e, após aquele momento de ápice, o Rei deixou uma mensagem alta e clara para o Brasil. A seguinte:
“Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas. (...) Volto a lembrança para as criancinhas pobres, necessitadas de uma roupa usada e de um prato de comida. Ajudem as crianças desafortunadas, que necessitam do pouco de quem tem muito. (...) PELO AMOR DE DEUS, O POVO BRASILEIRO NÃO PODE PERDER MAIS CRIANÇAS!”
E hoje, num dia 01 de Novembro, dia de todos os santos, em 2023, eu, Marcco Junior, venho levantar o debate que sempre é levantado por aí: quem é o maior jogador brasileiro pós Pelé?
Bom, Ronaldo e Ronaldinho são fortíssimos candidator, ganharam TUDO, foram melhores do mundo e fizeram com que o povo do nosso país amasse o futebol de uma forma diferente, mágica. Mas quase nunca entram na discussão.
Já Zico, ídolo flamenguista, foi crucial em uma das maiores seleções da história, porém, não ganhou a copa com esse timaço.
Bom, na minha opinião, quem deveria figurar nessa lista de ‘melhor pós Rei’ é o Magrão - apelido com qual era conhecido o Dr. Sócrates - idolo da história do Corinthians, que também fez parte da seleção de 1982, junto com Zico.
Porém, Sócrates pra mim entra nessa lista também pelo extra-campo.
Sócrates, além de um craque, foi um dos idealizadores da ‘Democracia Coritiana’, onde pela primeira vez no mundo, os jogadores podiam escolher se iam ou não para concentração, entre outras coisas.
Sócrates também falou fortemente contra a ditadura militar que se instaurou no país entre 1964 e 1985, fazendo dele, se não o maior pós Pelé, o maior jogador fazendo política no mundo.
Desde 2002, ano da última Copa do Mundo que a gente ganhou, nós ficamos meio carente de ídolos, já que o quarteto fantástico da copa de 2006, não rendeu o esperado.
Até que, em 2009, no Santos, surge outra promessa do futebol mundial.
O menino que já tinha virado matéria no Fantástico aos 11 anos, por ser a próxima estrela do futebol brasileiro, subia das categorias de base do time da Vila Belmiro com status de próximo ídolo do alvinegro praiano.
Neymar Junior, fez no Brasil o que poucos outros – ou nenhum jogador – fizeram no Brasil.
Com dribles espetaculares, ginga, ousadia, alegria e muito brasileirismo, o moleque pintou o sete e figurou em todos os lugares do país. Cabelos, roupas, cadernos. Todo mundo queria um pouquinho de Neymar.
Em 2013, vem a Europa, Neymar chega a Barcelona para fazer dupla com Messi, ganham a Champions League e figura pela primeira vez no Top10 jogadores do mundo, ficando em 5º.
A discussão era sempre a mesma: Neymar é melhor que Messi? Neymar vai sair da sombra do Messi? Até que chega 2017.
Em 2017, o craque brasileiro se transfere para o projeto milionário do PSG e desde lá, todo mundo sabe: lesões, polêmicas, festas, lesões, lesões e duas vezes chacota na copa do mundo.
O fato é que Neymar nunca foi e nem chegou perto de ser o jogador que o brasileiro esperava, porém, mesmo assim a imprensa nunca o criticou como outros jogadores. Medo talvez?! De que?
Chegamos em 2023.
Neymar com 30 anos está na Arábia Saudita, com uma lesão no joelho que provavelmente o tirará 1 ano dos gramados.
Nas últimas 48h, mais polêmicas envolvendo o jogador.
Em um podcast, sua ex-namorada, Bruna Marquezine foi perguntada sobre um livramento que teria tido na vida e só respondeu com uma alta e longa gargalhada, já que após o término com Neymar, a internet brasileira começou a dizer que Bruna, a atriz tinha se livrado.
Após isso, o ‘menino Ney’, como sempre agiu como uma criança de 5 anos de idade e publicou uma indireta em seu story, falando sobre como as pessoas deveriam cuidar das suas vidas (o que eu não discordo dele, mas porra, sentiu).
Ainda no mesmo dia da indireta de Ney, a sua atual namorada, Bruna Biancardi, mãe da mais nova filha do jogador, fez um post enigmático em seu story, dizendo que não adianta tentar mudar uma pessoa que não vê problema em seus atos.
Até que chegamos a 31 de Outubro de 2023. Um dia antes, o argentino Lionel Messi ganhava a sua oitava bola de ouro e ao parabenizar o hermano nas redes sociais, o Presidente Lula citou ‘bola de ouro não combina com farra e noitada!’ - O ‘craque’ tomou 3 em 24 horas.
Mas esse texto é pra falar de coisa boa e, no mesmo dia em que Messi foi premiado, a revista France Football, usou o seu Prêmio Sócrates (prêmio criado com o nome do doutor para premiar iniciativas que ajudam a sociedade no meio do futebol) para premiar outro brasileiro: Vini Jr.
Vinicius Junior chegou a Espanha desacreditado e sofrendo muito com a falta de adaptação.
Vinicius fechou a boca, trabalhou, continuou tentando. Fez o gol do título da última Champions League conquistada pelo Real Madrid e hoje, é o principal jogador brasileiro no mundo.
E o extra-campo? Ah, o extra-campo.
Vinicius Junior foi premiado pela revista pelo seu Instituto Vini Jr, que através do futebol, tira crianças da rua e possivelmente do crime.
Vini Jr. vem sendo reconhecido também pela sua luta contra o racismo, visto que em todas as vezes em que foi vítima do crime, deu a cara a tapa e falou sobre o que vem sofrendo e sobre como devemos reagir.
Em seu discurso, Vinicius quase parafraseou o rei e disse: “Olhem para as nossas crianças!”
Vinicius Junior busca ser ídolo de uma população de 200 milhões de pessoas, mas não só como jogador de futebol. Vinicius quer ser ídolo do brasileiro como pessoa e é por isso que foi premiado na última cerimônia da Revista Francesa.
Vini pode errar amanhã e ser cancelado, esse texto vai envelhecer mal demais, mas hoje, com convicção e certeza, o maior jogador brasileiro pós Pelé, é ele: Vinicius José de Oliveira Paixão Juior.
De São Gonçalo, RJ para o mundo, que com certeza, ainda vai ser dele.
Baila, Vini!




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