Justiça por Moise. FOI ASSASSINATO!
- Marco Junior
- 1 de fev. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de ago. de 2023
Você é um trabalhador, volta ao local em que trabalhou dois dias para receber esses mesmos dois dias. Você é espancado até a morte por 5 pessoas que usam tacos de baseball para te bater.
Isso aconteceu no dia 24 de Janeiro, segunda-feira, em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Moise Migenyi Kabagambe era Congolês, veio para o Brasil como refugiado político em 2014 e tinha 24 anos.
Moise foi BRUTALMENTE ASSASSINADO pelo simples fato de cobrar um dinheiro que era seu, fruto do seu trabalho.
Vídeos apontam que o congolês levou ao menos 30 pauladas. A maioria delas quando já estava caído e sem esboçar nenhum tipo de reação.
Alguns indícios apontam, que os donos da barraca ‘Tropicália’ (olha o nome) podem ser envolvidos com milícias de Rio das Pedras, também na Zona Oeste do RJ e que o responsável pelo CNPJ do Quiosque já foi policial militar e também tem R$32.000,00 (TRINTA E DOIS MIL REAIS) em dívidas trabalhistas, mesmo motivo do ASSASSINATO do jovem imigrante.
Em vídeo viralizado nas redes sociais, um primo de Moise, aos prantos grita: “A gente é trabalhador, a gente trabalha duro!” E nos últimos anos, cada dia que se passa, é assim que o trabalhador é tratado no Brasil. O ASSASSINATO de Moise causa uma grande repercussão pelo jeito como o jovem foi EXECUTADO, mas no Brasil, de junho de 2013 pra cá, todos os dias um trabalhador “morre”, pois a “uberização” do trabalho, faz com que os direitos dos trabalhadores fossem engolidos por um sistema que nos obriga a procurar trabalhos cada vez mais e mais precários, para que possamos ao menos sobreviver.
O ASSASSINATO de Moise nos mostra uma realidade triste e grotesca em que o nosso país se afundou nos últimos anos: racismo, xenofobia e todos os demais discursos de ódio que a extrema direita sempre usou ao redor do mundo.
No Rio de Janeiro há um “conglomerado” que toma conta de distribuição de gás, luz, internet e também quiosques de praia. Esse “conglomerado” já foi apoiado pelo excremento que tomou presidência do nosso país e sim, foi esse “conglomerado” que matou Moise.
No Brasil, pretos e pobres hoje não têm nenhum valor.
Nós estamos desprotegidos.
Se unam.
Todos os dias um Moise é ASSASSINADO.
Todas as vezes em que uma operação acontece em uma favela carioca, por trás da cena e por baixo dos panos, as milícias tomam conta da cidade, agindo com violência e com um poder que vem de dentro do estado.
As milícias estão estruturadas no Rio de Janeiro e fez mais um vítima PRETA E POBRE!
Globo, Folha, Estadão e todos os outros vários veículos de imprensa que noticiaram o acontecimento: FOI ASSASSINATO! Porque se fosse um branco espancado por UM NEGRO (ao invés dos cinco) a manchete classificaria o negro como ASSASSINO!
Justiça por Moise.
Justiça para todos os negros deste país.
Justiça para os nossos!




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