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Grande dia. A prisão do maior líder criminoso da história do Brasil.

Quando Tiririca lançou a sua primeira candidatura, em 2014, ano de Copa do Mundo e efervescência política no país, pelo PR (fusão do antigo PL e do Prona) - atual PL, com o número 2222 e o slogan de campanha "Pior que tá não fica", nem o mais pessimista de nós imaginaríamos o simbolismo que a legenda do partido, 22, teria e muito menos que ficaria pior, muito pior, pior em níveis absurdos e que tudo isso culminaria na eleição de um protótipo de ditador chamado Jair Messias Bolsonaro.

Bolsonaro, até então um simples "mamador" que era deputado há 27 anos e nunca havia aprovado um projeto e havia dito que, em suas palavras: ‘a ditadura deveria ter matado 30.000, começando pelo FHC’, então presidente e que também havia ganhado fama pelo Brasil todo por suas atrocidades ditas em programas como o Super Pop e o CQC, abraçou um discurso de extrema-direita importado dos Estados Unidos (assim como filmes, a gente importa tudo que é ruim de lá) e começou usar também a internet e os partidos menores para ganhar capital político e influência para as próximas eleições.

Sua maior aparição pública foi quando, na votação do golpe parlamentar que terminou com o impeachment de Dilma Roussef, o então deputadinho homenageou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, uma das figuras mais abjetas da nossa história e que pessoalmente, torturou Dilma.

Entre Lava Jato, um discurso forte anticorrupção e o antipetismo numa crescente absurda, principalmente na nova classe média, que tinha conquistado coisas nos governos do PT e abraçaram o discurso simplório contra o fantasma do comunismo, com medo de perder suas conquistas, Bolsonaro nadou de braçada deixando seu discurso cada vez mais classista, extremista e principalmente usando da instituição Igreja Evangélica Neopentecostal para criar um pânico moral, que fazia e faz com que pessoas menos informadas, caiam em soluções simples contra as drogas, a "bandidagem" e a favor da família, moral e dos bons costumes.

O que ninguém esperava era que, nessa bagunça em que o nosso país se encontrava, a nossa população abraçasse esse discurso, já que tinha cada vez menos perspectiva e Bolsonaro, mesmo tenho "mamado" 27 anos nas tetas do Estado, se declarava um outsider e dizia que iria mudar tudo isso aí. O que? Nem ele sabe. Mas o fato é que essa população desamparada e desorientada, se deixou levar pela facilidade do discurso e com a prisão de Lula em 2018, transformou o asno em Presidente da República.

No dia da sua eleição, o Mestre Moa do Katendê, um dos maiores mestres de capoeira da Bahia, foi assassinado por um bolsonarista dentro de um bar de Salvador.

Bolsonaro, com a ajuda de Paulo Guedes e outros lunáticos que vieram fazer parte do seu governo, tomou entre as suas primeiras medidas, fechar o Ministério do Trabalho, o colocando dentro de outra pasta e o fechamento do Ministério da Cultura, transformando-o em uma Secretaria. Já podíamos pressentir o que viria.

O que nós não sabíamos era que uma doença que começou em Dezembro de 2018, na China, se transformaria em uma Pandemia que deixaria todas as pessoas do mundo em casa e foi aí, que nós, apesar de perder, conseguimos vislumbrar uma possível vitória no horizonte.

O excrementíssimo - termo cunhado pelo canal Galãs Feios - desdenhou da vacina, disse que viraríamos jacarés, imitou pessoas com falta de ar - principal sintoma causado pela Covid-19 - disse que não era coveiro, dentre outras pataquadas ditas enquanto o Brasil perdeu 700.000 de seus filhos para o coronavírus. Mesmo assim, Jair mantinha 30% de eleitores fiéis e lunáticos, o que piorou com a saída de Lula da cadeia com a anulação de todos os seus processos, já que o juiz da causa, aquele lá, o boca de toca CD, foi declarado imparcial por cortes internacionais.

Chega 2022 e as próximas eleições tendem a pegar fogo, o que nós, novamente - já que a gente não imaginava cotidianamente que o governo do genocida pudesse piorar - não imaginaríamos que no último ano de desgoverno do (complete com seu palavrão preferido), existiria uma trama golpista, com uma inteligência paralela no governo, que entre outras coisas, planejava a morte de Lula, Alckmin, seu vice e o Presidente da Suprema Corte do Brasil, Alexandre de Moraes. Não nessa ordem, mesmo com a máquina nas mãos e com a ajuda de Alexandre Ramagem, então diretor da Polícia Federal para fechar rodovias onde existiam imensa maioria de eleitores do petista Lula, Jair Bolsonaro perdeu, chorou, mas seguiu com a trama golpista.

Lula assume em uma linda festa em frente ao Palácio do Planalto, residência oficial do presidente, não recebe a Faixa Presidencial e chegamos a 8 de Janeiro de 2023.

Num domingo que começava normal pra mim, na cidade de Bauru, onde eu residia à época, eu me levanto preguiçoso, tomo um banho, preparo meu café e ligo a TV. Eu não tenho costume de assistir TV aberta, a não ser que seja no domingo de manhã, já que nesse horário algumas programações podem me agradar, principalmente as esportivas. Mas aquele não seria um domingo normal.

Milhares de bolsonaristas, como a dona Fátima "Cagona" de Tubarão-SC, depois de ficarem desde o final das eleições do ano anterior acampados nas frentes de quartéis de um exército golpista e omisso, como o brasileiro, "decidiram" financiados por empresários de todo o Brasil, rumarem para Brasília e fazer uma manifestação pacífica na Praça dos Três Poderes, onde fica a sede do Supremo Tribunal Federal. Já eram 11h quando eu vejo a notícia de que esses vagabundos tinham invadido a sede dos três poderes, destruído a sala verde e peças históricas que aquelas pessoas, incluindo um bobão, doidinho de bairro lá de Jaú, o Carlinho Dangió, que foi lá sujar a camisa do XV, nunca nem fizeram ideia do que representavam.

Esse dia está diretamente ligado ao aqui, ex-presidente Bolsonaro, que durante todo o seu mandato pregou contra o STF, contra o Judiciário e disse que não sairia da presidência preso, somente morto.

Depois de cometer um genocídio na pandemia, caso que um dia será julgado pelo Tribunal Internacional em Haya, descobrimos que os atos do dia 08 de Janeiro, foram o último ato da tentativa de mais um golpe de estado na história do nosso país, no qual, com a ajuda das Forças Armadas, Bolsonaro tomaria o poder junto com a sua família e destruiria de uma vez por todas qualquer chance de transformar o Brasil numa Democracia Saudável, transformando-o provavelmente no maior quintal dos EUA, com tudo isso comprovado e julgado, o excrementíssimo foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, junto com todos os "patriotinhas" que o ajudaram a planejar a tentativa e com os executores, que são “velhinhas com a Bíblia e ‘ice cream sellers’. (kk)

Lembra do Tiririca e a legenda 22? Então, o que não dizemos até aqui é que, nas eleições de 2022, Bolsonaro escolheu o mesmo PL, com a mesma legenda 22. Pior que tava, tinha ficado. Mas dessa vez, o 22 não nos faria triste.

O Ministro Alexandre de Moraes, após o descumprimento de uma medida judicial, multou o PL, partido do Jair em 22 milhões de reais. E aí? 22 de Novembro de 2025. Novembro, mês 11, que por sua vez, multiplicado por 2, resulta em 22, mas chega de numerologia barata.

Um dia antes, 21 de Novembro, uma jornalista da CNN entra ao vivo, às 22h08, para dizer que após o final do seu expediente, "trombou" com Donald Trump, presidente dos EUA - lembram os EUA, que talvez teriam o Brasil como seu quintal - e quando disse que era brasileira, recebeu de Trump a frase "Big One tomorrow", que traduzido siginifica: "A Grande Notícia vem amanhã".

Voltamos para 22. 00h08 uma tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro é detectada pela Polícia Federal, que expede um pedido de prisão preventiva para a AGU, que aceita e manda para o STF, órgão julgador do processo de Bolsonaro com a relatoria de Alexandre de Moraes. Decretado.

Aproximadamente às 6h30 da manhã do dia histórico no Brasil, 22 de Novembro de 2025, Jair Bolsonaro recebe o "toc, toc, toc... é a Polícia Federal" e é conduzido pela PF para cumprir a ordem de prisão.

Lembra do dia 21, no qual Trump falou da "Big One"? Flávio Bolsonaro, o filho 01, convocou uma manifestação para o dia 22, na porta do condomínio do Jair e aqui vai o “chapéu de alumínio”, já que a Embaixada dos EUA fica a 15 minutos "de casa": A notícia grande que o Trump disse era a fuga de Bolsonaro, coordenada por ele e a extremadireita no Brasil? Isso só será respondido com a história.

No momento, o maior líder criminoso da história do Brasil cumpre pena numa cela da PF em Brasília. O que já é muito melhor do que qualquer coisa que ele mereça, em vida ou em morte. Bolsonaro, a Papuda lhe espera. Um abraço.

O Brasil vai fazendo justiça, ainda que lerda e deixa de exemplo que quer ter um futuro como Nação e depois de tudo o que aconteceu de 2013 até aqui, depois de tanta separação e depois de tanta saúde mental perdida por declarações e atos podres de uma pessoa igualmente podre, há de se dizer: nós merecemos Bolsonaro na cadeia.

Bolsonaro em seu condomínio antes de ser levado pela Polícia Federal, na manhã de 22 de Novembro de 2025.
Bolsonaro em seu condomínio antes de ser levado pela Polícia Federal, na manhã de 22 de Novembro de 2025.

Apesar de você, amanhã há de ser... outro dia.

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