Enfim o Alívio!
- Marco Junior
- 1 de nov. de 2022
- 7 min de leitura
Atualizado: 13 de ago. de 2023
Em 28 de Outubro de 2018 o Brasil começava o que seria um pesadelo de 4 anos na vida de todos os brasileiros realmente de bem. Os brasileiros que trabalham, os brasileiros que acreditam que o país pode ser melhor, os brasileiros que acreditam em um futuro progressista e ameno.
Naquele dia, 57 milhões de pessoas elegiam Jair Messias Bolsonaro para o cargo mais alto da república, o cargo de presidente.
Com um discurso odiento, violento e de opressão, Bolsonaro ganhou seguidores fiéis, que mais tarde veríamos que, não o abandonariam fácil.
No começo daquele ano as pesquisas eleitorais apontavam Lula, candidato do Partido dos Trabalhadores, como vencedor das eleições presidenciais, mas na justiça de Curitiba, dois processos corriam contra o ex-presidente e agora, possível candidato.
Os processos que incriminavam Lula faziam parte da Operação Lava Jato, que começou em meados de 2014 e tem esse nome devido ao lugar em que começou, o lava jato de um posto de gasolina.
A operação, através de investigações descobriram que as maiores empreiteiras do país, estavam envolvidas em enormes escândalos de corrupção, que envolviam uma infinidade de partidos, passando da esquerda, para a direita, até o conhecido centrão e com inúmeros políticios indiciados pela polícia através das famosas e nvoas, à época, delações premiadas.
Em inúmeras dessas delações, políticos e empresários citavam o ex-presidente Lula, que foi investigado em vários processos, mas que em dois teria o seu maior problema: o famoso caso do triplex no Guarujá e o também famoso sítio em Atibaia.
Nos anos seguintes a 2014, essas inúmeras denúncias de corrupção respingavam no governo da presidente reeleita, Dilma Roussef. Com isso, a mesma ficou famosa pela limpeza que fez em seus ministérios, tirando grandes nomes da política de cargos importantes do governo, pois Dilma chegou a dizer que ‘em seu governo, os ministros não poderiam ser investigados’.
Dilma, por sua vez, fazendo a ‘limpeza’ e jogando grandes partidos para baixo da Lava Jato, perdeu a única coisa que um presidente realmente precisa para governar o Brasil: capital político.
Àquela altura, movimentos como o Movimento Passe Livre e o Vem Pra Rua Brasil ganhavam notoriedade no cenário nacional e esses movimentos trouxeram a superfície um outro movimento que o Brasil pensava que nunca mais iria ver.
O extremismo de uma direita radical e maluca começou a aparecer nas ‘piadas’ e ‘memes’ daquele ano. Manifestantes chamavam Dilma de ‘sapatão’ (inclusive esse que vos escreve participou de duas manifestações na cidade de Jaú, em 2013) e muitos motoristas colocavam em seus carros um adesivo rídiculo, no qual a presidente estava de pernas abertas em volta da entrada do tanque de combustível, o que era usado para ‘condenar’ o aumento do combustível, que em junho de 2014 custava em média R$2,98 (gasolina) e R$2,16 (etanol).
Com a perca do capital político e com uma direita maluca usando das manifestações legítimas que estavam nas ruas contra o aumento do preço das passagens do transporte público, Dilma sofreu uma ruptura com o sistema político vigente no país e no dia 15 de Outubro de 2015, chega a Câmara dos Deputados uma denúncia de crime de responsabilidade envolvendo a presidente.
O procurador de justiça aposentado, Hélio Bicudo e os advogados Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal apresentaram um documento, no qual Dilma era acusada de improbidade administrativa, por conta das chamadas ‘pedaladas fiscais’ e mesmo que muitos juristas entendessem que aquele movimento não caracterizaria improbidade administrativa e nem fiscal, no dia 02 de Dezembro de 2015, o presidente Eduardo Cunha abre o processo de impeachment, que culmina em um golpe de estado que se encerra no dia 31 de Agosto de 2016, com a cassação do mandato de Dilma Roussef.
Naquele dia, um deputado do baixo clero da política nacional, na hora do seu voto, discursou lembrando Carlos Alberto Brilhante Ustra, um ditador nojento e um torturador sádico, que segundo o mesmo, era ‘o pavor de Dilma Roussef’. Esse deputado nojento era Jair Messias Bolsonaro, que nos anos seguintes viraria líder de uma extrema-direita sórdida e fétida que criava raízes em terras tupiniquins, usando de espelho o neofascismo de países como a Hungria e de líderes como Donald Trump, que no mesmo ano de 2016, foi eleito presidente dos Estados Unidos.
Com movimentos cada vez maiores e uma força excepcionalmente maior do que a esquerda, a extrema direita brasileira começa a se estabilizar através de redes sociais, principalmente o Facebook, rede na qual páginas com memes da extrema direita cresciam exponencialmente, extremistas começaram a criar grupos e se mobilizar entre si.
No ano de 2018, com as pesquisas apontando Lula com vitória ainda no primeiro turno, a extrema direita precisava ter uma carta na manga para eleger um presidente. O candidato precisava ser ‘duro’ e contra o ‘mimimi’.
E foi assim, que o nome da direita para o mais alto cargo político do país foi Jair Bolsonaro.
Com uma forte presença do ‘masculino’ e ‘chucro’, a direita viu em Bolsonaro uma forma de buscar o povo que estava desolado com a situação política do país e frágil com a forte crise econômica que se alastrava pelo país após o ‘petrolão’.
Em março de 2018, sem provas, a Operação Lava Jato prendia Lula, pelos casos do Triplex e do Sítio de Atibaia e assim, quem era o líder nas pesquisas eleitorais se torna um preso político e não pode disputar às eleições.
Naquele ano o PT decide optar por manter um candidato à presidência e vê na figura de Fernando Haddad uma possibilidade de voltar à presidência, porém com pouco capital político fora do estado de São Paulo e com um discurso que por muitas vezes afastava o ‘povão’, devido ao tom intelectual e professoral, normal em Haddad, visto que o mesmo é professor da maior universidade pública do país, Jair Bolsonaro é eleito para a presidência da república.
No dia 01 de Janeiro de 2019, Bolsonaro assume. No dia 02 fecha o Minsitério do Trabalho e daí pra frente, todos já sabemos o que aconteceu.
Perda de direitos trabalhistas, reformas e reformas passando nas casas legislativas para agradar ao ‘patronado’, a ‘boiada passando’ para tirar a regulação do garimpo e da grilagem de terras, 700.000 mortos devido ao negacionismo da ciência em plena pandemia de COVID-19 e um (ou mais de um) absurdo por dia saindo da boca do excrementíssimo presidente.
Bolsonaro em 4 anos governou para os mais ricos, negou a ciência e ASSASSINOU o povo do seu país, se dizendo patriota e a favor da família. Bolsonaro é um genocida que traz consigo uma escória que conta com o pior tipo de cidadão existente no mundo. O cidadão egoísta, o cidadão retrógrado e o cidadão baixo, que na maioria das vezes sofre por síndrome do pai ausente e precisa de alguém que pareça mandar nas suas ações, para que assim possam seguir as suas vidinhas baixas e medíocres.
Após mais de 500 dias preso, a justiça brasileira e a ONU declararam que o ex-presidente Lula não teria tido um julgamento justo e considerou o juiz do caso como parcial e incompetente, já que os processos de Luis Inácio Lula da Silva, deveriam ser julgados no foro de Brasília e não no de Curitiba, foro no qual aquele juizinho pífio tomava conta e esse mesmo juizinho pífio, já sabia que em caso de vitória de Bolsonaro, seria Ministro.
Enfim no ano de 2022 os processos da Lava Jato são anulados, devido aos vazamentos feitos pelo canal de notícias The Intercept Brasil, Lula volta a sua condição inicial no processo, a de inocente e assim pode disputar à presidência da república.
Após todos esses acontecimentos, chegamos ao dia 30 de Outubro de 2022, data do segundo turno das eleições brasileiras. Nele, frente a frente o ex-presidnete Lula – que ganhou o primeiro turno com aproximadamente 49% dos votos – e Jair Bolsonaro, que fez pouco mais que 43%.
E assim, às 20h de um domingo o Brasil da um recado: NÃO ACEITAREMOS O FASCISMO!
Com 50,9% dos votos, Luís Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil.
Vence a democracia, vence o amor, vence o país. VENCEMOS!
Mas se você pensa que acabou...
Ledo engano!
Já na noite do dia 30, baderneiros e arruaceiros tomam algumas rodovias do país para pedir um golpe militar. Esses safados que dizem ser a favor da liberdade e da família, cerseam a liberdade de verdade após não aceitar uma eleição limpa, justa e com derrota para a enorme falta de caráter que mora no cérebro de jumentos golpistas que acham que o país é deles. O movimento ainda está acontecendo nesse momento, dia 01 de Novembro, às 17h17.
Entretanto, nesta segunda, após 44 horas de silêncio, o protótipo de ditador derrotado sai do Palácio do Planalto e num discurso COVARDE, PÍFIO E BROCHA, agradece aos seus 58 milhões de canalhas (concordo Peninha), chora no microfone, fala merda como de costume, não pede a parada das manifestações e joga no peito de Ciro Nogueira, da Casa Civil o dever de dizer: Lula ganhou e vai começar a fazer um Governo de Transição. Então hoje, segunda-feira, 01 de Novembro de 2022, às 17h20 da tarde, eu posso te dizer: a nossa DEMOCRACIA está a salvo, pelo menos por enquanto. E é por isso que a luta não pode parar aqui. Lutaremos até que os nossos ossos não aguentem mais e até que o nosso sangue não escorra mais em nossas veias. Lutaremos.
Tchau, família Bolsonaro. Tchau, seu verme. Que você volte pra lata de lixo da história, de onde nunca deveria ter saído e leve com você essa corja que ainda vota em você porque se identifica com um projeto de país racista, elitista e higienista.
Esse texto iria terminar com um ‘vai com Deus’, mas vocês usam o nome dele em vão, pra perpetuar as perversidades que vocês pensam, então o único jeito que esse texto deveria terminar, é o jeito que ele realmente vai terminar.
VAI PRO INFERNO, BOLSONAZI!




Comentários