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Memória dos Nossos

Usando roupa cara pra fazer valer o algodão colhido pelos ancestrais..., assim começa o novo álbum do rapper mineiro Djonga e o verso foi muito criticado por alguns nas redes, mas eu entendo o Gustavo.

Vim passar um mês no Rio de Janeiro, na casa da Livia, minha namorada e esse tempo aqui me fez pensar em como o mundo ainda é injusto com a gente e sim, quando eu falo a gente, você que é a gente sabe e você que não é, vai falar que eu não sou. Irônico, né? Enfim, nesse texto eu quero trazer uma provocação: nós estamos vivendo o que queremos?

Minha resposta particular, no momento é sim e daqui a 5 minutos pode ser não, é a inconstância da vida e isso que é maneiro.

Nos últimos meses eu percebi que por mais que eu faça ou esteja, para algumas pessoas, eu vou ser só eu - o que pra essas pessoas são só meus defeitos, como se as minhas qualidades fossem só algumas ferramentas que eu teria num campo enorme de defeitos, mas felizmente não é assim e no fundo, eu quero que todas essas pessoas se fodam, apesar de ser macumbeiro e saber que essas pessoas podem sim representar algum tipo de mal pra mim, então cuidado Marcco Junior.

Mas a parada é, como diz o próprio Djonga em outro lugar: dinheiro é bom, melhor ainda é se orgulhar da forma que tu conquistou ele - mas eu vejo muita gente se vendendo baratíssimo só pelo dinheiro pelo dinheiro e tipo, nem tanto dinheiro assim, é um salário de RS4.000 no final do mês, se chegar a isso livre e esse tipinho, porque é assim que eu vou chamar essas pessoas, se achando melhor que os outros.

Hoje é uma segunda-feira que eu tô duro, trabalhando e que mesmo assim, eu só não fui pra praia porque eu e Livia ficamos meio brigados [é por causa de nada, tropa, no fundo até ela sabe], então eu pergunto: Felicidade é mesmo sobre dinheiro?

E mano, quem me conhece de perto sabe o quanto eu amo dinheiro, mas tipo, só o dinheiro pelo dinheiro vale a pena?

Eu acho que não e a ideia aqui é colocar essa ideia de que você deve ser feliz com dinheiro, é muito bom, mas e sem dinheiro? Você consegue ser feliz igual?

No novo álbum do Djonga o conceito da fome é trazido pela visão de Exu, ou seja, nunca acaba e eu acho que a vida deve ser enxergada assim, na moral: eu te respeito, mas na minha opinião, se tu tá contente pq ganha um salário bom, mesmo que pra isso precise de alguém passando fome, pra mim tu é bundão e eu nem vou usar palavrão porque eu quero parar.

Mas o fato é: se tu tá contente, pra mim, só é burro mesmo.

Felicidade não existe num contexto amplo, ela é efêmera e do mesmo jeito que momentos felizes existem e são normais, os momentos tristes também são normais e se você deixar com que eles passem a te derrubar, você vai ficar depressivo, então pelo amor de Deus, seja leve e faça sua grana pensando no amanhã. Pensar no agora é burrice, mano.

Só pra falar um pouco do tema que o título se propõe, se sentir contente em ser empregado por um explorador, seja ele em forma de patrão ou em forma de plataforma, só pq tu acha que tá deixando de ser pobre assim, só invalida toda a luta que vem desde os nossos ancestrais e não se vender a esse sisteminha de merda que você prefere se vender só por papel moeda - o vil metal rs - é uma honra. Honrar a memória dos nossos não é pra qualquer um, pois eles não foram quaisquer uns. Ou é de verdade, ou nem tenta.

Enfim, só mais um texto que era pra ser bonitinho, mas foi só de devaneios, vou terminar o baseado, tomar água e terminar de ouvir meu jornal. Tomar um banho, fazer uma jantinha, ver como a mulher que eu gosto acorda ou se ainda tá bravinha e é isso, tô vivendo.

Se você tá conseguindo - mesmo com toda essa sua grana hahahahahahaa ricão - só sobreviver, azar o seu. Amanhã espero ir pra praia, do mesmo jeito que espero voltar pra casa na quinta e ver meu time ser campeão. Beijo do MJ.

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