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Vini Jr: Porque não se faz nada?

Atualizado: 13 de ago. de 2023

'Não foi a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira.’ Com essa afirmação, Vinicius Junior, jogador brasileiro de 22 anos que atua no Real Madrid desde 2021, começou a sua DÉCIMA denúncia de racismo na La Liga desde que chegou ao time merengue. O caso ocorreu neste domingo (22) diante do Valência, em jogo que o Real Madrid perdeu por 1 a 0. Na altura do minuto 72, durante um escanteio para o time da capital, um objeto é arremessado ao campo na direção de Vinicius Junior, que identifica o torcedor e começa apontar para o mesmo, para que a arbitragem tome alguma providência, o que não ocorreu. Na realidade dura o que ocorreu foi que pela décima vez o atleta foi alvo de racismo dentro de um campo de futebol, exercendo a sua função de trabalho e após inúmeras vezes vendo que a organização do campeonato simplesmente não liga para o que acontece, o mesmo perdeu a cabeça e foi expulso por uma supostíssima ‘agressão’. Após ao final da partida, o atleta publicou em suas redes sociais que ‘a Espanha está sendo vista pelo mundo como um país racista’ e assim chegamos a figura deplorável e nojenta de Javier Tebas Medrano, presidente da LFP, empresa que organiza a La Liga. Javier, em tom sarcástico, respondeu à publicação de Vini Jr, dizendo que a La Liga segue protocolos que ‘protejem’ os jogadores do racismo e que isto já teria sido explicado para Vinicius, que por sua vez, respondeu da maneira que todos nós que sofremos desse mal devemos responder: “Não sou seu amigo para conversar sobre racismo. Quero ações e punições. Hashtag não me comove.” Mas aqui, vamos conhecer um pouco sobre o presidente de La Liga. Javier Tebas Medrano, o presidente que ‘discutiu’ com Vini, não o fez à toa, já que com seu histórico, é fácil exclamar: Tebas é racista! Convicto. O homem de 60 anos, que NÃO é espanhol, nasceu na Costa Rica e também é um imigrante no país que diz defender. Além disso, Tebas é adepto do Partido Vox, antigo Partido Popular da Espanha, que é de extrema-direita, já defendeu abertamente o neo-nazismo e tem como referência a Ditadura Franquista, que não participou ativamente da Segunda Guerra Mundial, mas permitiu que espanhóis se voluntariassem para lutar contra os Bolcheviques, do lado dos países do eixo. Simplificando: Javier Tebas é apoiador do regime que apoiou Hitler (que o Diabo o carregue). Como não bastasse, Tebas também foi militante ativo do partido Fuerza Nueva, que esteve presente na Espanha durante os anos de 1976 a 1982. O partido era de extrema-direita e abertamente praticante do neo-nazismo. Podemos afirmar que enquanto o presidente da La Liga for Javier Tebas Medrano, a liga não fará NADA ativamente para acabar com os casos de racismo. Principalmente, enquanto a vítima for Vinicius, que sempre se posiciona ativamente a favor da luta antirracista, não só na Espanha, mas no Brasil também. A primeira denúncia foi feita após um ‘El Clásico’ que terminou com vitória de 2 a 1 do Real Madrid sobre o time da Catalunha, no dia 24 de Outubro de 2021 e até o último caso, dia 21 de Maio de 2023, contra o Valência, nada foi feito. Após uma ‘ameaça’ de deixar o clube, o Real Madrid se reuniu com o atleta nesta segunda-feira (22) e emitiu uma nota oficial, na qual diz que quer decisões sérias por parte de La Liga em relação aos casos de ataques contra Vini Jr e também diz que a atitude da equipe de arbitragem tanto no campo, como no VAR, foi irresponsável e condenou a vítima. Após o ocorrido e a grande repercussão, a ministra Anielle Franco também se pronunciou nesse início de semana, dizendo que o racismo é um mal que tem de ser combatido na raiz e que se solidariza com Vinicius Junior, além de ter contatado familiares do atleta para mais explicações sobre os casos. A ministra também pediu ação da Procuradoria-Geral do Estado da Espanha por crime de ódio e discriminação contra o atleta e disse que aguarda um posicionamento oficial do governo espanhol. O Ministério das Relações Exteriores vai chamar a embaixadora da Espanha no Brasil, Maria FernándezPalacios, para explicações após o novo caso de racismo sofrido pelo jogador brasileiro. Após as notícias correrem o mundo, o Santander, patrocinador oficial de La Liga, emitiu nota em que repudia os casos de racismo presente na liga, mas ‘tirou o seu da reta’, já que o seu contrato se encerra após o encerramento desta temporada e quem assume os naming-rights da competição pelos próximos 5 anos é a EA Sports, produtora de games, pagando R$30 milhões por ano, quase o dobro dos R$17 milhões do Santander. Fato é que, ao que se percebe, a Espanha é um país altamente racista e o governo, a liga e a federação devem tomar uma providência para que isso acabe. O futebol não é alheio ao mundo real e não deve ser tratado assim. Crimes devem ser vistos como crimes, em quaisquer âmbitos e, RACISMO É CRIME! E você que tá compartilhando a foto e o texto do Vinicius e dizendo que tá na luta contra o racismo, eu, Marcco Junior, não esqueci em quem você votou nas eleições do ano passado e assim como o presidente de La Ligaé um fascistinha arrombado, o seu mito também é e a igreja ou o falso moralismo, não vão te proteger e nem te ‘salvar’. Força, Vini. Poder para o povo preto. Fogo nos racistas!

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