O K*nk não é o vilão!
- Marco Junior
- 18 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de ago. de 2023
Nesta semana um estudo da Universidade Estadual de Oregon (EUA) apontou que a maconha (cannabis, marijuana, plantinha, dentre outros) pode prevenir e combater a Covid-19 e isso aqui não é um texto dizendo que fumar um baseado vai te deixar imune contra a doença, definitivamente, não é isso.
O resumo do estudo fala em canabinóides isolados ou em um extrato de cânhamo que têm o potencial de prevenir e tratar a infecção do Sars-Cov-2 e essa não é a primeira vez que a Cannabis aparece em estudos de prevenção de doenças.
Em 2019, durante o seminário ‘Cannabis medicinal: um olhar para o futuro, na mesa Dissecando as bases científicas da Cannabis medicinal’, a farmacêutica Luzia Sampaio, da UFRJ apresentou um estudo em que os resultados são ótimos para portadores de doenças como a esclerose múltica, a depressão, doença de Parkinson e transtornos de ansiedade.
A pesquisa indica ainda, que o uso da substância não altera no comportamento alimentar e também não afeta nas percas recentes de memória, duas grandes dúvidas que rodeiam as conversas sobre o uso da Cannabis.
Mas porquê então a descriminalização, legalização e a regulamentação geram tantas discussões ainda, mesmo que em países que já as fizeram mostram um crescimento vertiginoso no PIB e na Economia? A resposta é simples: racismo.
O banimento da maconha das farmacopeias mundiais veio só em 1937, após o consumo da Cannabis começar a crescer cada vez mais entre povos indígenas e negros no mundo todo e assim, a maconha foi diretamente ligada à uma marginalização que já circulava os povos periféricos.
Numa convenção em Genebra, foram discutidas as maneiras de criminalizar e reduzir o uso recreativo da Cannabis. Esse levante contra a maconha, puxado por Brasil e EUA, era visivelmente criminalizar as classes pobres e periféricas da população, principalmente negra e indígena.
No Brasil, com o golpe militar de 1964 a planta cada vez mais ficou visada, sendo ligada a grupos de guerrilheiros (que sim, tinham que estar lá, ninguém derruba milico filho da puta lendo livro) que lutavam contra o governo ditatorial.
A descriminalização vem sendo discutida no Brasil a alguns anos, mas com o crescimento da extrema direita, comandada pelo asno presidencial, não quer uma discussão que “prejudique a família brasileira”, que pra eles sempre é vista da mesma forma, pois os mesmo sempre esquecem o tanto de mãe solteira que existe no país, enfim...
Hoje a maconha ainda é usada como pretexto para prender e matar preto e pobre me um país que faz guerra às drogas matando músicos e crianças dentro do carro de suas famílias, prendendo moradores de rua que trabalham como limpadores de vidros e liberando o filho da desembargadora, preso com toneladas da “droga”.
A maconha faz bem pra saúde de pessoas com doenças graves e pra saúde de países sufocados economicamente pelas mãos de um genocida e ditador que ceifou mais de 600.000 vidas durante uma pandemia, em que inclusive, a maconha pode ajudar.
A ômicron tá aí. Se cuidem. Se vacinem. Se preparem (pras eleições) e votem consciente.
Depois que a gente tirar esse filho da puta do poder, é assistir a copa, f1zinho e comemorar o Haxa no Qatar (que daqui a pouco vai virar tema aqui).
Enquanto isso se alimentem, cuidem da saúde, façam campanha pesada contra o bozo e bebam água. Até a próxima!




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