top of page

Eu odeio política

Atualizado: 13 de ago. de 2023

É, rapaziada. Odeio!

Faltam 5 dias para um dos dias mais importantes desse país de 522 anos e independente há 200.

No próximo dia 02 de Outubro ocorrerão as eleições mais 'malucas' da república Brasil e é por isso que este que vos escreve odeia política, por conta do dia das eleições.

Num país de proporções continentais como o nosso é comum que ideias e ideais sejam diferentes e discutidos, essa pluralidade é produzida por aquela palavrinha mágica que vem sendo dita neste 2022 com uma força totalmente diferente do que poderíamos nós imaginar há pouco tempo atrás. Já já a gente volta aqui.

Em 01 de Abril de 1964 um duro golpe foi dado por uma classe militar repugnante e pífia na política brasileira e assim se instaurou uma ditadura que percorreu por 21 anos, até 1985. Militantes de esquerda, professores, músicos e toda e qualquer pessoa que pensasse contra o regime autoritário e violento corriam riscos de vida.

Nesse período, músicos como Gil, Caetano Veloso e Raul Seixas deixaram o Brasil e foram se exilar até que a poeira baixasse.

Muitos relatos de jornalistas da época contam como eram os porões militares, com torturas horríveis como no caso da jornalista, que quando grávida ficou trancada em um quarto escuro em que quase não se enxergava com uma jararaca, cobra venenosa que cuja picada pode levar uma pessoa a morte em poucas horas.

Esse regime que durou por mais de 20 anos não se encerrou de vez em 1985. A PM, por exemplo, se costurou com um resquício do pensamento truculento, racista e misógino que cercam até hoje os quartéis.

Em uma entrevista no começo dos anos 2000, um deputado do baixo clero da política e que era levado a programas de TV por ser conhecido pelas 'polêmicas' disse em entrevista que o regime brasileiro 'matou pouco' e que deveria ter 'matado 30.000, começando pelo FHC (ex-presidente do Brasil)'. Esse deputado chama-se Jair Messias Bolsonaro, atualmente com 67 anos, nos quais mais de 30 foram gozando das regalias da vida pública e nos últimos 3 anos e 9 meses, infelizmente, é presidente da república.

Bolsonaro não chegou lá 'de embalo' como no dito popular do nosso povo, chegou lá utilizando de um discurso machista, homofóbico e religioso que trouxe pra perto de si a pior classe de pessoas existentes nessas terras.

Com o lema 'Deus, Pátria e Família' o 'mito' como é chamado pelos seus apoiadores angariou mais de 57 milhões de votos em uma eleição conturbada em que o seu principal concorrente, Lula, foi preso em um julgamento parcial, no qual o juiz do caso virou Ministro do governo do 'Bozo' e nos dias de hoje é considerado um juiz suspeito, imparcial e tenta se eleger senador pelo estado do Paraná.

Hoje, Lula teve todos os seus processos finalizados depois que se descobriu que o seu julgamento foi parcial e voltou ao pleito. Com 74 anos, mas garantindo ter o 'tesão' de um moleque de 20, Lula tenta se eleger para tirar de vez o fascismo do caminho.

Nas pesquisas de intenções de voto, o candidato do PT aarece em primeiro desde a pré-campanha e nesses últimos dias, têm uma tendência de crescimento, enquanto o Jair perde pontos e vê a sua rejeição crescer dia após dia.

Esse desespero do Jair faz com que eventos de grande importância para o país, virem atos de campanha, como foi no caso do 7 de Setembro, quando apoiadores lotaram ruas por todo o país e no final de tudo foram para as suas casas com um grito de guerra um tanto estranha entoado pelo rei do gado: imbroxável, enquanto o seu rebanho de apoiadores gritava junto e batia palma.

A polarização política existe desde que o mundo é mundo, mas o que vemos no Brasil hoje, não é nem de longe uma polarização. Enquanto o candidato do PT promete voltar com os investimentos na educação e usa o termo 'cuidar do povo' para se referir ao sucesso dos seus dois primeiros governos, o psicopata que hoje ocupa a cadeira presidencial prega um discurso odiento e que estimula que os seus apoiadores 'eliminem' os opositores.

No dia de sua eleição, Mestre Moa, renomado mestre de capoeira de Salvador, foi morto a facadas por dizer que haviam elegido o pior presidente da história do Brasil. Já em 2022, dois apoiadores do presidente Lula foram covardemente mortos por apoiadores neofascistas do Bozo.

O terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes, insiste em colocar Jair e Lula 'no mesmo balaio', mas ele mesmo sabe, que nem de longe isso é verdade e enquanto usa esse discurso, mostra que a sua maior preocupação, não é tirar o povo so Serasa ou do SPC, é o seu prórpio ego e umbigo.

Sem dar o braço a torcer, Ciro engaja um apoio sólido e forte, que briga na internet, fala alto e busca mostrar que Lula é tão ruim quanto o candidato psicopata do outro lado.

Falando bem a verdade, Ciro não tem nenhuma chance de chegar ao segundo turno e é isso que faz com que a gente, brasileiro, busque tomar a decisão correta: o voto útil.

O voto útil vem sendo defendido pelo candidato do PT nos últimos dias, visto que aquela palavrinha que eu não mencionei lá em cima, mas vou dizer agora, a democracia, está ameaçada por um candidato que estimula violência, não respeita nem as urnas que também o elegeram e ataca dia sim e dia também as instituições do país.

Não sei como e quando a gente chegou nesse ponto como sociedade.

Hoje, o discurso de ódio alimentado nas redes por Carluxo e a trupe do presidenciável tem um alcance praticamente viral, visto que as publicações sempre estouram nos primeiros minutos quando postadas. Há de se falar que mesmo com milhares de contas fakes que na verdade são robôs, o público de Bolsonaro é muito fiel e prestativo ao seu líder. Então é preciso que nós que estamos do lado de cá, tomemos cuidado, já que esse ‘discursol’ está andando armado pelas ruas.

O terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes, parece ter se perdido no personagem e hoje, parece cada vez mais estar se vinculando a um eleitorado de direita.

O dia das eleições junta muita gente que ‘luta pela democracia e pela liberdade’, mas que em todos os outros dias do ano ‘odeia’ política e é contra isso que nós que estamos vendo o que é o melhor para todos precisamos nos juntar.

Votar no candidato que criou a maior distribuição de renda do país, colocou mais negros e pobres na faculdade e saber que, essa polarização não existe. O que existe é uma extrema-direita que busca voltar a um passado retrógrado que só existiu com boas lembranças em suas cabeças.

Votar no candidato que uniu uma frente ampla bem ampla, é votar contra o neofascismo que se instala pelo mundo e que voltou ao poder na Itália, por exemplo.

Votar em Lula, é votar contra o ódio, contra a violência e pela verdadeira liberdade, que visa que todos convivamos em harmonia e tranquilidade.

Então nesse próximo domingo, escolha o seu candidato com cuidado e saiba que, o seu voto, vai mudar os próximos anos e vai fazer com que a gente volte a um caminho de crescimento e busca da igualdade ou se afunde ainda mais em um caminho retrógrado e perigoso.

O que está em jogo não é a sua ideologia política, não é a sua vontade. É a vida de milhares de pessoas, principalmente pobres, que voltaram ficar a baixo da linha da miséria nesse governo de miséria que gasta milhões com viagra e prótese peniana.

Nessas eleições teremos aproximadamente 2.450 seções eleitorais a menos do que nas últimas eleições federais em 2018. Isso é reflexo da política higienista e genocida de um presidente que foi responsável pela morte de quase 700.000 pessoas.

Vote consciente, vote tranquilo e acima de tudo: Vote pela vida. Vote 13!

Comentários


© 2025 por Loader.

Ativo 7.png
  • Instagram
  • LinkedIn
  • Spotify
  • Facebook
  • Youtube
bottom of page