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A Mente do Palhaço

Boa alguma hora do dia, leitor. Vou começar esse texto falando que meu 2023 foi um ano conturbado, mas com um saldo até que positivo, se não fosse uma coisa no âmbito pessoal que me afligiu na última semana dele. Andei pensando sobre a minha mente esses dias, depois de fazer talvez a maior merda da minha vida e entendi que nesse momento, eu realmente preciso de ajuda profissional, o que me fez sair da cadeira e ir atrás de um psicólogo, já que a mente do palhaço tá como: #$%PsDJs$%¨. E por isso vim escrever esse texto, pois assim eu tiro algumas coisa de dentro de mim. Minha relação com meus pais é meio conturbada já há um tempo, já que minhas escolhas de vida não são as que eles pensaram que eu faria e cá pra nós, eu nem ligo muito, já que eu sou responsável por elas e que caso elas deêm errado, a culpa vai ser só minha. Assim como vai ser só minha quando tudo der certo (TVDC), mas o ponto aqui é outro. Quando pequeno e entrando na adolescência, eu fui aprendendo o que era ter ‘responsabilidades’, já que eu já trabalhava e dava uma parte do salário em casa com 16 anos e assim, fui vendo um mundo diferente do que eu tava acostumado. E não que minha vida tivesse sido fácil em algum momento, porque não, não foi. É que quando eu ‘sai pro mundo’ eu comecei a entender coisas que até então eu achava que nunca iria saber. Por exemplo: em 2013, no auge da derrocada política do nosso país, eu, um jovem de 16 anos, tava lá protestando contra a presidenta golpeada, Dilma Roussef, com gritos homofóbicos e sem entender o mínimo do que estava acontecendo ali. Fui na onda. Porém, foi nesse momento em que eu comecei me interessar por política e depois de entender que tudo que eu passei de difícil na minha vida foi culpa de um sistema que é feito pra oprimir quem vem de onde eu venho, eu comecei a me tornar a pessoa que eu sou hoje. Isso tem afastado algumas pessoas com o tempo, o que muitas vezes eu não ligo, mas muitas vezes me machuca. Meu último ‘relacionamento’ (não era um namoro) não andou por conta do medo que eu tive de me sentir inferiorizado devido a classe social e idade, já que a outra pessoa é alguns anos mais nova. E isso acarretou em muitas brigas devido a uma pressão que eu mesmo coloquei em cima de mim e por vezes, quis jogar em cima dessa pessoa, que não tem nada a ver com o quanto minha vida foi e é difícil. Bom, o fato é que no último final de semana eu cheguei no meu ápice de violência contra mim mesmo e minha cabeça, assustei essa pessoa e disse coisas horríveis, que eu me arrependi no minuto seguinte, por isso, é importante que cuidemos da nossa saúde mental, tipo eu agora, indo procurar ajuda profissional, pois eu comecei nos últimos meses a entender de onde vem tantos complexos que eu me coloco, como eles afetam a minha vida e agora é hora de procurar como redefiní-los. A verdade é que ultimamente, eu andei meio que sentindo que são pouquíssimas pessoas com as quais eu realmente posso contar, tipo, conto numa mão e sobra dedo e o meu ‘desespero’ de perder essa última pessoa e agir da forma que eu agi – apesar de a culpa ser só minha – foi por conta de naquele momento entender que essa pessoa era um desses poucos dedos de uma mão. Mas o foco agora é continuar treinando (coisa nova que eu comecei fazer já no primeiro dia últil desse ano ‘vem monstro’), fazer uma terapia pra me livrar de alguns fantasmas e torcer pra que depois de tudo isso resolvido, eu me resolva também com os meus relacionamentos, coisa que eu nunca consegui fazer até agora. Esse foi mais um devaneio do Marcco Junior, esse louco que vos escreve. Eu espero que esse texto possa te ajudar em algum ponto, pois me ajudou a tirar isso de dentro de mim e pra finalizar: neném, me perdoa. Fui

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